Atitude do Marido que Empurrou Esposa no Seu Velório Assustou a Todos: ‘Puxou Sua…Ver mais
Dias antes de uma tragédia que mudaria completamente o rumo das investigações, Maria Katiane Gomes da Silva, 25 anos, publicou um vídeo carinhoso direcionado ao marido, Alex Leandro Bispo dos Santos, de 40. Na gravação, ela agradecia pela parceria no cotidiano e reforçava o amor que dizia sentir. A demonstração pública de afeto transmitia a impressão de um relacionamento estável, criando um contraste que se tornaria ainda mais marcante após os acontecimentos que vieram à tona no fim de semana seguinte. Essa mudança abrupta de tom, entre a imagem divulgada nas redes sociais e o episódio fatal, passou a ser analisada pela Polícia Civil.
O registro afetivo funcionou como uma espécie de prólogo involuntário para uma madrugada que revelaria outra faceta da relação. A partir do momento em que o casal entrou no condomínio na Zona Sul de São Paulo, câmeras internas registraram ações que desmontaram completamente a narrativa construída publicamente. A garagem do prédio, geralmente um ambiente neutro e silencioso, tornou-se o primeiro cenário de uma série de agressões que exigiriam perícia detalhada e reavaliação de todas as versões apresentadas.
O caso chamou a atenção pela discrepância entre a imagem de afeto exibida dias antes e o comportamento observado nas gravações. Para os investigadores, compreender esse contraste se tornou essencial para reconstruir o percurso final de Katiane e entender a evolução dos fatos até o momento de sua queda do 10º andar.

Câmeras mostram escalada de agressões antes da queda do 10º andar
A sequência de violência registrada começou ainda na garagem. As imagens mostram Alex empurrando e arrastando Katiane, que tenta recuperar o equilíbrio enquanto é conduzida com força em direção ao elevador. A expressão da jovem e sua dificuldade para se recompor revelam que o episódio não se tratava de uma simples discussão, mas de uma situação de agressão já instaurada.
No elevador, novos momentos de violência foram captados. O curto trajeto até o apartamento exibiu movimentos bruscos, reforçando que a tensão continuava mesmo dentro do espaço reduzido. Esse trecho das gravações tornou-se crucial para os investigadores, que passaram a observar a continuidade das agressões e a ausência de qualquer tentativa de interrupção por parte do marido.
Poucos minutos depois de entrarem no apartamento, a queda de Katiane do 10º andar foi registrada por moradores e pela equipe de portaria. A jovem recebeu socorro rapidamente, mas não resistiu aos ferimentos decorrentes da altura. A proximidade temporal entre as agressões registradas e a queda levantou suspeitas que direcionaram a investigação para uma linha mais específica.
Com o avanço das análises, a Polícia Civil conseguiu montar uma linha do tempo precisa. Depoimentos de testemunhas, histórico de fim de semana e imagens das câmeras contribuíram para descartar versões iniciais e consolidar o entendimento de que havia inconsistências significativas no relato apresentado por Alex.
Suspeito chorou no velório, mas evidências levaram à sua prisão
Apesar das imagens que já circulavam entre os investigadores, Alex compareceu ao velório da esposa e, segundo pessoas presentes, chorou de forma intensa durante a despedida. O comportamento emocionado chamou a atenção por contrastar com os registros de agressão obtidos horas antes da morte de Katiane. Para a Polícia Civil, esse gesto público não foi suficiente para afastar as suspeitas, mas tornou evidente a contradição entre a postura do marido e os fatos registrados pelas câmeras.
As diligências continuaram a avançar, reunindo material que formou um quadro sólido para embasar a atuação das autoridades. A análise técnica das imagens, o histórico do casal e os relatos colhidos convergiram para uma mesma conclusão: os momentos finais da jovem foram marcados por violência contínua. Diante desse cenário, Alex Leandro Bispo dos Santos foi detido nesta terça-feira (9) como principal suspeito de envolvimento direto na morte da esposa.

