Bolsonaro sofreu um ‘traumatismo craniano’ ao cair na cela
Jair Bolsonaro sofre traumatismo craniano leve após queda em cela da PF
O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano leve na madrugada desta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, após uma queda dentro da cela onde está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
De acordo com o médico Cláudio Birolli, responsável pelo acompanhamento de sua saúde, Bolsonaro bateu a cabeça em um móvel durante o episódio. O quadro foi classificado como leve, mas levou à transferência do ex-presidente para o Hospital DF Star, onde ele passará por exames complementares para avaliar possíveis impactos.
A informação inicial foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que relatou ter visitado o marido e tomado conhecimento do ocorrido. Segundo ela, Bolsonaro caiu enquanto dormia, e o atendimento médico só ocorreu horas depois, quando agentes abriram a cela para a visita. O local permaneceu fechado durante a madrugada, o que atrasou a identificação do incidente pela equipe de plantão.
O traumatismo craniano leve costuma apresentar sintomas como dor de cabeça, tontura ou confusão temporária, sem perda prolongada de consciência ou danos graves. No caso de Bolsonaro, a equipe médica informou que ele foi avaliado clinicamente e não apresentou gravidade imediata. Ainda assim, exames como tomografia foram solicitados para descartar complicações, incluindo hematomas ou lesões internas.
O episódio ocorre poucos dias após o ex-presidente receber alta hospitalar, depois de procedimentos para tratar uma hérnia e um quadro persistente de soluços. O retorno à cela da Polícia Federal reacendeu preocupações sobre seu estado de saúde, especialmente diante do histórico de intervenções médicas desde o atentado a faca sofrido em 2018.
Em nota, a Polícia Federal afirmou que o médico da corporação constatou inicialmente apenas ferimentos leves e indicou observação, sem necessidade imediata de internação. No entanto, após nova avaliação da equipe médica particular, Bolsonaro foi encaminhado ao hospital para exames mais detalhados.
O caso também levanta questionamentos sobre as condições de custódia e assistência médica de presos de alta exposição pública. Relatos apontam dificuldades para dormir, possivelmente agravadas pelo ambiente da cela, como ruídos constantes de ar-condicionado. A defesa já apresentou queixas ao Supremo Tribunal Federal, solicitando ajustes nas condições de detenção.
Por enquanto, o foco permanece na recuperação do ex-presidente e nos resultados dos exames em andamento. Embora o traumatismo craniano seja considerado leve, o quadro exige monitoramento atento, especialmente diante do histórico clínico de Bolsonaro. A expectativa é de recuperação sem sequelas, desde que receba os cuidados adequados.

