Buscas por jovem de SP que desapareceu em MG têm desfecho desolador

Locais de lazer em meio à natureza, como cachoeiras e rios, são bastante procurados durante os fins de semana, especialmente por jovens em busca de momentos de diversão e descontração.

No entanto, esses ambientes naturais podem apresentar riscos ocultos, como correntezas intensas, profundidade variável e formações rochosas submersas, o que aumenta significativamente o perigo, principalmente em períodos de instabilidade climática.

Na região entre Cristais Paulista, no interior paulista, e Ibiraci, no Sul de Minas, uma tragédia foi confirmada na tarde desta quarta-feira com a localização do corpo de Pedro Francisco Aielo, de 21 anos.

O jovem havia desaparecido no último domingo, após mergulhar na Cachoeira Maria Rosa, local de difícil acesso e conhecido pelas suas duas quedas d’água. A cachoeira está situada às margens da estrada Estreito Mascarenhas, cerca de cinco quilômetros da divisa entre os estados.

Pedro estava com a namorada e um grupo de amigos comemorando o fim de semana antes de iniciar um novo emprego. Durante a manhã de domingo, ao mergulhar na parte superior da cachoeira, acabou sendo arrastado pela correnteza.

Um amigo tentou ajudá-lo, mas ambos caíram da queda d’água. O amigo conseguiu sair, mas Pedro desapareceu nas águas profundas e rochosas do local. A operação de busca mobilizou o Corpo de Bombeiros e também bombeiros civis contratados pela família, que desde o desaparecimento acompanhava de perto as buscas.

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As condições adversas, como o risco de cabeça d’água e a profundidade de até oito metros, dificultaram os trabalhos. Essa fatalidade evidencia os perigos que ambientes naturais podem representar, mesmo para pessoas que sabem nadar.

O caso reforça a importância de conhecer bem os locais visitados, de redobrar a atenção em áreas com quedas d’água e de respeitar os limites impostos pela natureza, especialmente diante de sinais de mau tempo.