Pai e madrasta são presos após corpo de menina ser encontrado enterrado no quintal de casa

Alguns acontecimentos parecem ultrapassar qualquer limite da imaginação humana. Situações que, à primeira vista, soam impossíveis, como um pai ser suspeito de tirar a vida da própria filha e seguir vivendo normalmente no mesmo espaço, acabam, infelizmente, ganhando contornos reais.

É o que as autoridades descobriram em Guarulhos (SP), onde um caso de forte impacto emocional vem revelando detalhes que deixam a população perplexa. A menina Emanuelle Silva Souza, de apenas três anos, foi encontrada morta dentro da casa onde morava com o pai e a madrasta.

Segundo as investigações da Polícia Civil de São Paulo, o corpo da criança estava enterrado e concretado na lavanderia da residência. O crime teria ocorrido há cerca de dois meses, mas só foi descoberto nesta quinta, dia 27 de novembro, após a mãe da vítima insistir em encontrar a filha, com quem havia perdido o contato.

De acordo com as informações apuradas, o pai teria informado à ex-companheira que a menina estava sob cuidados do Conselho Tutelar. Desconfiada das respostas evasivas e sem localizar a filha em nenhuma unidade do órgão, a mãe procurou a polícia.

Pouco tempo depois, foi até a casa do ex-companheiro e confrontou a madrasta. Durante a discussão, o homem acabou confessando o crime, segundo relato policial.

A criança teria sido morta um dia antes de completar quatro anos de idade, e as autoridades trabalham agora para entender o que motivou o ato. As primeiras suspeitas apontam para ciúmes da madrasta e possíveis abusos dentro do lar. O casal foi preso e permanece sob custódia enquanto o caso é investigado.

O episódio, além de despertar consternação, reacende o debate sobre violência doméstica infantil e a importância de monitorar sinais de abuso e negligência. Em meio à rotina aparentemente comum do bairro, o caso revela como dramas profundos podem permanecer escondidos por trás das paredes de uma casa aparentemente comum.

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